Zara Envolvida com Trabalho Escravo

A famosa rede de fast fashion Zara está sendo investigada após descobertas que mantém trabalhadores em regime análogo ao escravocrata em sua cadeia de produção.
Confecções subcontratadas da rede espanhola foram fiscalizadas nessa semana por fiscais do Governo Federal. Os locais visitados possuiam condições ilegais de trabalho, como fios desencapados e extintores de incêndio vencidos a mais de 10 anos além da nítida sujeira no ambiente. Em uma reportagem do programa A Liga, da rede de televisão Bandeirantes, essas condições são visíveis e os trabalhadores falam sobre o assunto.
A maioria dos trabalhadores são bolívianos que foram trazidos do seu país de origem para trabalhar aqui. Um deles foi entrevistado enquanto produzia uma calça para a marca Zara, e afirmou receber aqui mais de cinco vezes o que recebia na Bolívia. Segundo este mesmo entrevistado, ele recebe R$ 1,80 por peça produzida, tendo ainda que dividir o valor entre as pessoas envolvidas na produção da mesma peça. Neste caso, 7 pessoas dividiriam o valor de R$ 1,80!
Segundo o Procurador do Ministério Público do Trabalho, as grandes marcas transferem sua produção para uma empresa de confecção, que então transferem para essas pequenas empresas. Ele afirma que quando o consumidor compra peças de um alto valor, ele nem imagina que não está pagando por qualidade, mas sim pelo benefício dos proprietários em detrimento dos trabalhadores.
Mas no caso da Zara, a história é diferente. A loja pertence à uma rede de fast fashion, que ao contrário de outras confecções, trocam de coleção a cada semana a preços consideravelmente baixos, considerando que se tratam de roupas de grife e atualizadas as tendências da moda internacional. É mesmo de se estranhar como a rede consegue manter os preços tão baixos, somados à qualidade e velocidade!
O resultado da descoberta foi a queda de aproximadamente 4% das ações da marca na Espanha, e um grande ti-ti-ti no mundo da moda, nos shoppings e corredores da loja.
A Zara afirma que a culpa é de um dos fornecedores que não respeitou o código de conduta da empresa, além de afirmar repúdio o trabalho escravo.
É fato que o trabalho escravo ou similar ainda existe no Brasil, e práticas para puni-lo e exterminá-lo devem ser tomadas.